ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

Enviada em 25/10/2021

A Constituição Federal de 1988, lei fundamental e suprema do Brasil, assegura a todos o direito à prática de qualquer religião. Na realidade atual, não há o cumprimento integral dessa garantia, já que muitos cidadãos são impedidos de praticar devido à intolerância religiosa. Essa realidade pode ser metamorfoseada através da conscientização da sociedade e da mudança de costumes.

Nesse contexto, é importante frisar que o país sofre com a discriminação religiosa desde a época da colonização. A partir da chegada dos portugueses, as religiões dos nativos foram reprimidas e apenas uma foi tida como certa: a católica. Até hoje essa mentalidade preconceituosa persiste no imaginário brasileiro, só podendo ser transformada através da sapiência, já que, segundo Voltaire, o preconceito é a opinião sem conhecimento. Logo, através da ampla disseminação de informações corretas, o preconceito fundado na ignorância poderá ser extinguido e a sociedade passará a reconhecer que todas as religiões têm seu valor.

Além disso, muitas pessoas continuam a praticar a intolerância religiosa sem serem advertidas ou punidas. De acordo com Maquiavel, fundador da ciência política moderna, mesmo as leis mais bem ordenadas são impotentes diante dos costumes. Assim, mesmo com leis e punições mais severas, a intolerância religiosa não acabará se a sociedade tiver como costume o preconceito com aquilo que é diferente. Dessa forma, antes de o Estado aplicar leis rigorosas, é necessário que a população aprenda a conviver com as diferenças rotineiramente.

Portanto, para que a intolerância religiosa deixe de existir no Brasil, urge que o Estado – principal garantidor dos direitos individuais e coletivos –promova, por meio de investimentos, palestras nas escolas. Essas palestras sobre diferenças culturais e religiosas devem ser abertas a toda comunidade, a fim de que mais pessoas sejam impactadas. Somente assim a sociedade se desprenderá de seus preconceitos e todas as pessoas poderão exercer suas culturas.