ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 01/11/2021
“O importante não é viver, mas viver bem”. De acordo com Platão, ainda na Grécia Antiga, é a qualidade de vida, e não a simples existência, o que deve ser valorizado. Conquanto, esse pensamento não está intimamente relacionado à sociedade brasileira atual, já que a intolerância religiosa restringe a cidadania no país. Assim, faz-se necessário um debate acerca dessa situação, tendo em vista as causas de ordem educacional e social.
Nessa perspectiva, é imprescindível mencionar que a educação é o principal fator no desenvolvimento de uma nação. A partir disso, segundo o britânico Sir Arthur Lewis, o investimento na educação possui retorno garantido. Dessa maneira, observa-se que a falta de discussões relacionadas à coexistência de crenças distintas nas escolas coopera para a baixa instrução direcionada aos jovens estudantes. Por conseguinte, essa coletividade se transforma em adultos desprovidos de conhecimentos sobre as variedades dogmáticas presentes em cenário nacional e, desse modo, o resultado desse contraste é refletido na exclusão social de diversos cidadãos. Logo, é indispensável resolver esse impasse por meio do ensino à juventude brasileira.
Ademais, é de suma importância salientar a naturalização de um mau comportamento como uma impulsionadora desse óbice. Outrossim, de acordo com o físico Albert Einstein, é mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito. Sendo assim, é fundamental ressaltar que a transmissão de ideologias baseadas em uma “única religião correta” nas famílias coopera para a discriminação de associações religiosas. Consequentemente, caracteriza-se um dano a essa parcela da população e, como resultado, esse problema possui a tendência de persistir no Brasil. Dessa forma, é preciso buscar meios de mitigar esse empecilho, por intermédio da conscientização do povo brasileiro.
Em síntese, fica evidente que há diversos desafios relacionados à intolerância religiosa em território nacional a serem superadas. Portanto, o Ministério da Educação, como agente responsável pela administração da educação no país, deve integrar aulas referentes à influência das instituições sociais nas religiões aos colégios públicos. Nesse sentido, essa ação pode ser feita com palestras ministradas por sociólogos em escolas de ensino fundamental e, concomitantemente, com a publicação de conteúdos nas redes sociais do MEC, a fim de que a sociedade seja mais democrática e inclusiva, de modo que os cidadãos possam, finalmente, “viver bem”.