ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

Enviada em 01/11/2021

Desde o período colonial do Brasil, ocorrido entre os séculos XVI e XIX, uma problemática do preconceito religioso persiste no país mesmo após a criação da Constituição Federal de 1988, norma situada no topo do ordenamento jurídico que legalmente a todos a liberdade de preparação. Segundo Émile Durkheim, sociólogo francês, os fatores sociais podem ser normais ou patológicos. Um ambiente patológico, em crise, rompe toda a harmonia social, não favorecendo o progresso coletivo.

Desse modo, a intolerância religiosa contribui para manifestações de preconceito, gerando ofensas, cura, danificação de imagens e destruição de terreiros. Segundo pesquisas realizadas pela delegacia do Distrito Federal, as religiões afro-brasileiras são as principais vítimas de discriminação, destacando a umbanda e o candomblé. De acordo com Durkheim, se uma criança vive em uma família com um certo comportamento, dificilmente mudará seu modo de pensar e agir.

O Brasil é, sem dúvidas, um país com uma extensa variedade de culturas e crenças. Johnny Cash, cantor e compositor estadunidense, diz em sua obra “Greystone Chapel” que as pessoas depositam sua fé em algo para terem cancelado e continuarem, nesse contexto, é incoerente pensar como um país tão miscigenado tem preconceitos tão enraizados com a questão religiosa.

Portanto, é inquestionável que a intolerância religiosa precisa ser cessada. Simone de Beauvoir, filosofa francesa, afirma que o mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles. Para que essa realidade termine, se faz necessário que o ministério da cultura, por meio de canais de transmissões digitais, faça campanhas em prol ao respeito ea coletividade social. Ademais,