ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 10/11/2021
O filósofo Raimundo de Teixeira Mendes, em 1889, adaptou o lema “Ordem e Progresso” não só para a bandeira nacional brasileria, mas também para o país que, atualmente, enfrenta inúmeros empecilhos para o seu desenvolvimento, como a dificuldade de combater a intolerância religiosa. Esse panorama ainda vigente é atestado decorrente de uma vasta negligência governamental agregada a uma enorme banalização pública.
A princípio, ressalta-se que o descaso por parte do governo vai em contramão com os ideais do filósofo contratualista Thomas Hobbes, uma vez que, segundo ele, o Estado foi criado para garantir os direitos humanos, eliminar as desigualdades e promover a coesão social. Contudo, o aumento da problemática, de acordo com pesquisas da Secretaria de Direitos Humanos, reflete em graves consequências, como em casos de violência física e, até mesmo, mortes. Do mesmo modo, foi pautado no estudo, que o maior número de discriminados religiosamente são os de crença afro-brasileira, ou seja, aqueles que vieram de maneira forçada e obrigatória para o Brasil para trabalhar de maneira escravista e trouxeram consigo sua cultura local.
Ademais, a questão da banalização pública acerca do tema, conforme estudos da socióloga Hannah Arendt, baseia-se à medida com que um impasse ocorre ele deixa de ser visto como um problema e passa a ser considerado um tabu. Sendo assim, com a falta do ensino religioso nas escolas, que educa sobre a diversidade de credos no mundo, os cidadãos criam um “esteriótipo” o qual apenas o que é conhecido e disseminado em sua região é o certo. Logo, a intolerância é gerada e a banalização do revés torna-se comum.
Portanto, é de indubitável importância que o Governo Federal, na condição de garantidor dos direitos individuais, tome providências para mitigar essa adversidade, numa ação conjunta com a Câmara dos Deputados, Ministérios e população em geral, promova políticas públicas, através da disponibilização de verbas para a contratação de profissionais da área, palestras, aulas, cartazes e conversas. Bem como, na implementação de leis mais firmes, as quais garantam a presença da educação religiosa em toda instituição de ensino, tencionando a dimiuição da intolerância e da violência, o aumento do conhecimento relativo a pluralidade de crenças e na adaptação feita na bandeira nacional em 1889.