ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 18/11/2021
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948 defende a manutenção do respeito entre os povos de uma mesma nação. No entanto, no cenário brasileiro atual, observa-se justamente o contrário, quanto a questão da intolerância religiosa. Diante dessa perspectiva, percebe-se a consolidação de um grave problema, em virtude da lenta mudança das questões socioculturais e do individualismo.
Em primeiro plano, evidencia-se que a lenta mudança das questões socioculturais é um grande responsável pela complexidade do problema. Conforme Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de pensar. Sob essa lógica, é possível perceber que a questão da intolerância religiosa é fortemente influenciada pelo pensamento coletivo, uma vez que, as pessoas crescem inseridas em um contexto social intolerante, a tendência é adotar o mesmo comportamento, o que torna a solução mais complexa.
Outro ponto relevante, nessa temática, é o individualsmo. Na obra “Modernidade Líquida”, Zygmunt Bauman defende que a sociedade atual é fortemente influenciada pelo individualismo, consequentemente, parcela da população tende a ser incapaz de tolerar diferenças. A tese do sociólogo pode ser observada especificamente na realidade brasileira, onde apesar de ser um país laico, há quem exiga do outro mesma postura religiosa e seja intolerante àqueles que as divirgem. Essa liquidez que influi sobre essa questão funciona como um forte empecilho para sua resolução.
É necessário, portanto, que ações sejam tomadas para a promoção da intolerância religiosa. Então, é preciso que o Ministério da Educação, junto com o Conselho Federal de Psicologia do Brasil, desenvolvam “workshops”, em escolas, sobre a importância da empatia para o enfrentamento de problemas sociais e do equilíbrio da sociedade. Tais atividades devem ser direcionadas aos alunos do Ensino Médio, porém, o evento pode ser direcionado a comunidade, podem também ser oferecidas atividades práticas como dramatizações, a fim de tratar o problema de forma lúcida, colocando a empatia em situações como o da intolerância.