ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

Enviada em 18/11/2021

A obra “O grito”, do pintor norueguês Edvard Munch retrata a inquietude, o medo e a desesperança refletidos no rosto de um personagem envolto por uma profunda desolação. Para além da obra, observa-se que, na cunjuntura brasileira contemporânea, o sentimento de milhares de indivíduos que está relacionado a intolerância religiosa é, amiudadamente, semelhantes ao ilustrado pelo artista. Nesse viés, faz-se necessário analizar as causas desse revés, entre elas detacam a negligência estatal e a falha educacional.

A princípio, é imperioso notar que a indigligência do Estado problematiza a intolerância religiosa. Esse contexto de inoperância das esferas de poder exemplifica a falha do governo perante o cumprimento da Constituição de 1988, que garante aos cidadãos o direito de crenças religiosas. Sob esta ótica, devido à baixa atuação das autoridades, segundo o IBGE, uma denúncia contra esta ausênsia de tolerância é feita a cada 3 dias. Nessa perspectiva, torna-se imprescindível uma intervenção estatal.

Ademais, é igualmente preciso apontar a falha educacional como outro fator que contribui para a manutenção deste problema. Posto isso, segundo Paulo Freire “Educação não transforma o mundo. Educação transforma pessoas. Pessoas transformam o mundo”. Diante de tal exposto, vemos que a educação, na sua atualidade, acaba priorizando assuntos técnicos, e deixa de lado assuntos culturais, como a educação religiosa. Logo, é inadimissível que este cenário continue a perdurar.

Portanto, medidas são necessárias para que esse impasse seja resolvido. Dessarte, a fim de que a intolerância religiosa acabe, é preciso que o Ministério da Cultura juntamente ao Ministério da Educação, por intermédio de palestra, ações culturais e movimentos artisticos, busque por meio de profissionais capacitados na área da religião,  mostrar a pluralidade do Brasil quanto à doutrinas, leis, fé e princípios. Espera-se assim, que o sofrimento relatado por Munch, delimitem-se apenas ao plano artístico.