ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 18/11/2021
Conhecida como “Cidadã” por ter sido concebida no processo de redemocratização, a Constituição da República Federativa do Brasil foi promulgada em 1988, com a promessa de assegurar o direito de todos os brasileiros. No entanto, apesar da garantia constitucional, nota-se que a intolerância religiosa se configura como uma falha no princípio de isonomia. Diante dessa perspectiva, percebe-se a consolidação de um grave problema, em virtude da base educacional lacunar e da ingerência estatal.
Nesse cenário, é importante ressaltar que a intolerância religiosa permanece devido à base educacional lacunar. Paralelo a isso, segundo Aristóteles, a educação é a direção essencial para a formação da vida pública, à medida que contribui para o bem-estar da sociedade. Nesse viés, se há problema social, a sua base é a precariedade na educação. No que tange à intolerância ao credo, entende-se a influência dessa causa, uma vez que o educandário não atua em função de retroceder o problema, pois não oferece às classes escolares materiais que ajam na resposta da questão. Dessa forma, enquanto o ambiente escolar não preparar devidamente seus discentes, o entrave da intolerância às crenças perdurará sobre o país.
Outrossim, sob essa ótica, constata-se a ingerência estatal como um dos complicadores. Nesse contexto, segundo o filósofo iluminista Rousseau, cabe ao Estado viabilizar ações que garantem o conveniência coletivo. Porém, verifica-se, no Brasil, que o desrespeito aos diversos credos rompe com as defesas do filósofo, já que o Poder Judiciário tem função de fiscalizar o cumprimento de leis, além de analisar se seguem os princípios constitucionais. Entretanto, a intolerância religiosa proporciona prejuízos como a violência física e verbal, dessa maneira, não influencia para a vontade social. Desse modo, a ingerência estatal é um fator agravante a essa problemática.
Portanto, para que a adversidade seja minimizada, é necessária a intervenção das autoridades competentes. Sendo assim, é indispensável que o Ministério da Educação, órgão responsável pelas políticas nacionais educativas, deve introduzir novos métodos eficazes de ensino, por meio de cursos para professores sobre como abordar conflitos sociais em sala de aula. Tais cursos devem ser digitais e gratuitos, ensinando diferentes ferramentas e métodos. Nesse sentido, o intuito da proposta é conseguir diferentes soluções em conjunto com os alunos. Somente assim, esse problema obterá caminhos mais próximos para a solução.