ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 01/03/2022
A Declaração dos Direitos Humanos, de 1948, defende o respeito entre povos de uma mesma nação. Porém, não é o que ocorre nos tempos hodiernos, visto que no Brasil é evidente o desrespeito entre religiões, principalmente as de origem afro-brasileira. Com isso, a influência da falta de debates, bem como o descaso do Governo em frente a tal importância corroboram para a manutenção do óbice.
Convém ressaltar, sob a mesma perspectiva, que a inexistência de discussões sobre a multidiversidade religiosa está entre as causas do problema. Dessa maneira, segundo a escritora brasileira Djamilla Ribeiro, é preciso tirar uma situação da invisibilidade para que soluções sejam promovidas. Entretanto, supõe-se que as práticas religiosas, comumente diferente das aceitas na cultura brasileira, são obras málignas e, portanto deve-se ser eliminadas, mas a etimologia da palavra religião vem do latim “Religare” que significa respeito. Dessa forma, fica claro que a antipatia da população apresenta-se pela falta de debates, formando-se uma população despreparada para eventuais soluções.
Ademais, a falta de punições para os intolerântes, por parte do Estado, colabora para essa intolerância. Desse jeito, conforme o filósofo alemão Dahrendo, em seu livro “A Lei e a Ordem”, a anomia é a condição social em que normas reguladoras de comportamentos das pessoas perdem sua validade. De maneira análoga, nota-se que as leis que asseguram a liberdade e crença religiosa encontram-se em estado de anomia. Nesse sentido, percebe-se que tolerar a intolerância é um desrespeito colossal e, por isso deve-se ser modificada em todo território nacional.
Portanto, é inegável a importância tanto do debate,mas também da asseguração de leis para o combate à intolerância religiosa no Brasil. Assim, é irrefutável a ação do Congresso Nacional na elaboração de uma legislação, que reforçe os direitos e deveres dos cidadãos, por meio de reuniões com lideres religiosos e especialistas em sociologia, com o fito de mitigar o problema. Assim sendo, o Governo reverterá o estado de anomia na segurança pública e social.