ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

Enviada em 23/03/2022

No Brasil colônia, as pessoas escravizadas trazidas do continente africano tiverem suas religiões banalizas pelos portugueses. No contexto social vigente, pode-se analisar que tal entráve contribuiu para a intolerância religiosa no Brasil atual. Diante dessa perspectiva, percebe-se a consolidação de um grave problema, em virtude de legado histórico e insuficiência de leis.

A princípio, a herança histórica caracteriza-se como um complexo dificultador para solucionar o problema daqueles que sofrem de intolerância religiosa. De acordo com o pensamento do filósofo francês Claude Lévi-Strauss, só é possível interpretar adequadamente as ações coletivas por meio do entendimento dos eventos históricos. Nesse sentido, a intolerância religiosa no Brasil, mesmo que haja diversas religiões e crenças opostas entre a população, apresenta raízes intrínsecas ao passado brasilero, que trás consigo a idéia do que é certo ou errado visto de maneira preconceituosa, e culmina em ataques e mortes na grande parte das vezes para as religiões de matriz africana.

Outrossim, a má aplicação de leis ainda é um grande impasse para a

solução da problemática. Segundo Umberto Eco, “Para ser tolerante é preciso fixar os limites do intolerável”. Nesse sentido, percebe-se uma lacuna, explicitada pela falta de uma legislação adequada. Sob essa perspectiva, pode-se analisar que por mais que exista uma pena para quem comete intolerância religiosa, o problema ainda persiste por falta de interveção mais politizada. Assim, sem base legal, ações de remediação são impossibilitadas, o que acaba por agravar ainda mais a questão do combate a intolerância religiosa no Brasil.

Convém, portanto, que, de modo urgente, medidas sejam tomadas. Faz se necessário, pois, que o MEC em parceria com o PNLD (Programa Nacional do Livro Didático) desenvolvam uma atualização nos livros e projetos que discutam o legado histórico brasileiro, relacionando-o a problemas atuais. Ademais, tais projetos poderiam fomentar, até mesmo, a criação de uma Olimpíada de História para o século XXI, para que a questão da intolerância religiosa seja compreendida em sua totalidade e possa proporcionar avanços que o desamarrem de seu passado excludente.