ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 15/03/2022
Em 1889, o filósofo Raimundo de Teixeira Mendes adaptou o lema “Ordem e Progresso” não só para a bandeira nacional brasileira, mas também para o país que enfrenta inúmeros empecilhos para o seu desenvolvimento, como a intolerância religiosa. Nesse contexto, tal panorama é atestado decorrente de uma vasta negligência governamental agregada a uma enorme omissão pública e escolar. Logo, é evidente a premência em sanar a problemática em questão.
Diante desse cenário, é fulcral ressaltar que os órgãos superiores estão tratando com irrelevância e descaso a questão do combate ao preconceito religioso no país. Sob esse viés, de acordo com o filósofo contratualista Thomas Hobbes, o Estado foi criado para assegurar os direitos dos homens, eliminar as desigualdades e promover a coesão social. Todavia, tal perspectiva não se corrobora na contemporaneidade visto que inúmeros indivíduos sofrem repressões e ameaças por conta de sua opção religiosa.
Ademais, salienta-se que segundo pesquisas do site G1, as raízes desse tipo de discriminação no Brasil podem ser analisadas a partir de seu passado histórico. Seguindo esse princípio, corrobora-se que novas religiões, principalmente de matrizes africanas, chegaram ao território brasileiro com o tráfico de escravos, dessa forma como o catolicismo era considerado o credo superior ocorreram várias tentativas de eliminar essas novas creças trazidas por esses povos. Contudo, em virtude de escassas informações acerca do tema dentro das salas de aula e na mídia, caracterizando uma grande omissão, a população majoritariamente julga e não tolera tais devoções até hodiernamente.
Portanto, é de indubitável importância que o Governo Federal, na condição de garantidor dos direitos individuais, tome providências para mitigar essa adversidade, numa ação conjunta com o Ministério da Educação, a Câmara dos Deputados e a mídia. Para tanto, é primordial a promoção de leis, as quais disponibilizem verbas para a realização de debates, palestras e rodas de leitura nas escolas, bem como, na implementação de normas que garantam a repercussão da intolerância religiosa no país e sua memória história. Logo, será possível tencionar o respeito entre os credos e combater esse tipo de preconceito no Brasil.