ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 05/04/2022
O filósofo e economista John Stuart Mill, propôs durante o século XIX o postulado conhecido como “O Ideal do Utilitarismo”. No qual destaca que ações individuais devem visar o bem - estar comum. Entretanto, na contemporaneidade a intolerância religiosa nega o estado de bem - estar social. Nesta perspectiva, concerne afirmar que a intolerância religiosa no Brasil contribui para a falta de harmonia social existente no país.
Em primeira instância, cabe destacar a intolerância religiosa como uma raiz histórica da colonização portuguesa. Isto ocorre, uma vez que os Jesuítas não respeitaram as crenças religiosas dos indígenas, logo a sociedade atual se vê no direito de respeitar apenas sua própria religião. Porém, segundo a teoria da “Cidadania de Papel” do escritor Gilberto Dimenstein, todo cidadão é amparado pela Constituição e não respeitar o direito do próximo é um ato punível. Por conseguinte, cabe a cada indivíduo com o apoio do Estado respeitar a religião do próximo.
Ademais, cabe dar ênfase que a intolerância religiosa no Brasil predomina sobre as religiões de matrizes africanas. Isto ocorre, uma vez que há uma descriminação e uma falta de conhecimento em relação às religiões afro - brasileiras. Um exemplo que retrata essa realidade, é o verso da música “Fotografia Três por Quatro” do musicista Belchior - “Veloso, o Sol não é tão bonito para quem vem do Norte e vai viver na rua”. De forma análoga a esse verso, a descriminação e o preconceito dificultam a prática das religiões de matrizes africanas.
Torna - se evidente, portanto, a intolerância religiosa no Brasil. Mediante o exposto, cabe ao Ministério da Educação, responsável pela promoção da educação no país, realizar por meio das mídias sociais campanhas informativas acerca das diversas religiões predominantes no país. Espera - se dessa forma, a diminuição da predominância da intolerância religiosa.