ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

Enviada em 10/04/2022

A colonização brasileira, iniciada em meados do século XVI, foi marcada pela tentativa de catequizar e converter os indígenas nativos ao catolicismo, ação movida pelos Jesuítas. Em consonância, a intolerância religiosa ainda faz presença na atual população canarinha, o que configura um cenário de violência e preconceito. Isso ocorre, tanto pelos estereótipos adotados, quanto pela insuficiência legislativa. Dessa forma, é imprescindível que esta problemática seja solucionada.

Nessa perspectiva, é válido retomar o aspecto supracitado acerca da generalização do pensamento sobre as diferentes crenças. É indubitável que grande parte da população verde-amarela ainda sofre sobre a influência de ideários preconceituosos que incentivam a violência e a discriminação, principalmente por parte de seguidores fanáticos contra aqueles que julgam ser inferiores. Este é o caso, por exemplo, das crenças de matriz africana: segundo o INEP, a maior parcela das denúncias alegando intolerância religiosa são feitas por crentes da cultura afro-brasileira, o que comprova o fato a respeito dos pensamentos ignorantes criados e impostos pela sociedade.

Ademais, este comportamento padronizado é causado também pela negligência jurídica. De acordo com a Constituição Federal de 1988, fica garantida a liberdade de credo do cidadão brasileiro. Entretanto, este princípio muitas vezes não é respeitado, afinal, grande parte destes perseguidores religiosos não são punidos, o que possibilita novos ataques, sejam estes feitos através de ofensas e repúdio social, seja mediante o ato de violência física, que configura crime de acordo com a Legislação Brasileira.

Infere-se, portanto, que a intolerância religiosa é um mal que deve ser solucionado. Sendo assim, cabe ao Poder Executivo e ao Judiciário a criação de canais de denúncias próprios, bem como a classificação desta violência como crime hediondo, a fim de combater esta prática. Além disso, urge que o Ministério da Educação promova palestras e atualizações didáticas que apresentem a diversidade religiosa no Brasil e incentive o respeito a elas, com o fito de desmitificar os estereótipos e garantir a liberdade e segurança de todos.