ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

Enviada em 08/05/2022

A constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, assegura a liberdade religiosa a todos os cidadãos brasileiros. Conquanto, tal prerrogativa não vem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a intolerância religiosa no Brasil e seus caminhos para o combate ainda tão obscuros. Nessa perspectiva, medidas devem ser tomadas para amenizar esse cenário, motivado, principalmente, pela negligência governamental e pelo preconceito que tem raízes da colonização.

Sob esse viés, é fulcral pontuar que o preconceito religioso deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Nessa conjuntura, segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no país. Devido à falta de atuação das autoridades em projetos educacionais que preconizem o respeito e ensinem a diversidade religiosa, a integração social e o direito do indivíduo acabam sendo ameaçados. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é notório ressaltar o preconceito como promotor do problema. Nessa óptica, a colonização portuguesa teve grande influência na religião brasileira, submetendo os índios à violência e catequização por meio dos jesuítas que difundiram a fé cristã. Partindo desse pressuposto, a intolerância religiosa de portugal impulsionou os estigmas religiosos não só no Brasil colônia, mas também na sociedade contemporânea, que, infelizmente, ainda segue os mesmos paradigmas violentos.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Governo Federal, por intemédio de seus Ministérios, a exemplo do Ministério da Educação, promover palestras e campanhas que ensinem sobre diversas religiões e que prezem pela empatia pelo próximo, a fim de conscientizar a população sobre a diversidade religiosa. Assim, torna-se-á possível a construção de uma sociedade permeada pela efetivação dos elementos elencados na magna carta.