ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 09/11/2022
Brás Cubas, personagem de Machado de Assis, em seu livro de Memórias Póstumas, diz não deixar herdeiros para não transmitir a miséria humana. Atualmente, nota-se sua acertiva decisão, visto que ainda é necessário buscar caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil. Assim, torna-se preciso entender seu passado e sua banalidade atual.
Primeiramente, compreender que tal intolerância é um legado histórico é fundamentel para superá-lo. No período do Império Romano, a Santa Inquisição perseguia pessoas que não seguiam a religião oficial do império: o catolicismo. Analogamente a isso, atualmente diversas pessoas ainda sofrem de preconceitos verbais e até físicos por seguirem religiões diferentes da seguida pela pessoa que o realiza, considerando sua religião errada ou até inferiores. Nesse contexto, há um aumento da violência, sendo necessário uma intervenção para reduzi-la.
Outrossim, conhecer como esse problema é tratado atualmente é preciso para combatê-lo. O conceito de Banalidade do Mal, da filósofa Hannah Arendt, diz que o mal se tornou comum de ser praticado. Por conseguinte, a ocorrência dessa intolerância é cotidiana e sua falta de punição gera uma normallização dessas ações, fazendo com que, cada vez mais, esse problema ocorra.
Mediante os fatos supracitados, é necessário que medidas sejam tomadas para a intolerânia religiosa ser combatida. Dessa forma, o Ministério da Educação deve instruir melhor a população por meio de palestras mediadas por profissionais e líderes de diversas religiões. Para que, desse modo, esse legado histórico deixe de ser normalizado e passe a ser combatido, fazendo com que o personagem Brás Cubas repense sua decisão.