ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

Enviada em 02/09/2022

Na obra “Utopia”, formulada pelo célebre escritor Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de confritos e de problemas. No entanto, o oposto ocorre na sociedade contemporânea brasileira, uma vez que a falta de caminhos para combater a intolerância religiosa impede a concretização da teoria de More. Desse modo, convém analisar e discutir acerca da negligência governamental e da falta de debate social como fatores que corroboram a problemática em questão.

Em primeira análise, deve-se ressaltar o descaso do governo para com o tema como colaborador para a permanência do entrave. Nesse sentido, o filósofo August Comte exprimiu: “O amor por princípio, a ordem por base; o progresso por fim.” e esse lema positivista inspirou a frase “Ordem e Progresso” exposta na bandeira nacional. Contudo, há uma antítese entre o lema nacional e a realidade hodierna, uma vez que a recorrência de agressões verbais em publicações religiosas nas redes sociais é um fato observado pelos seus usuários, no qual o autor e sua religião são alvos de desrespeito. Desse modo, é inadimissível a inércia do governo perante a elaboração de meios para combater a intolerância religiosa, já que fora da internet as agressões podem ser maiores e isso põe em risco a segurança de parte da população.

Ademais, constata-se a banalização do tema na sociedade como uma de suas causas. Nesse contexto, a filósofa alemã Hannah Arendt criou a expressão “Banalidade do Mal” a qual diz respeito ao fato de que as pessoas estão normalizando as mazelas sociais de modo a torna-las banais. Nessa ótica, tal teoria é constatada no contexto brasileiro, uma vez que, mesmo ocorrendo diariamente casos de intolerância religiosa no país, esse tema não é abordado nas instituições sociais. Dessa forma é inaceitável que a sociedade seja ignorante para com o tema, visto que sua ocorrência fere o direito de liberdade das vítimas.

Portanto, ações devem ser tomadas. Para isso, cabe ao Estado - órgão responsável pela harmonia do sociedade - assegurar as garantias constitucionais por meio da elaboração de novas leis que garantam a segurança dos religiosos e a punição daquele que a fere. Só ssim as manifestações religiosas serão respeitadas.