ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 19/10/2022
O mito da caverna de Platão descreve a situação de pessoas que se recusavam a observar a verdade em virtude do medo de sair de sua zona de conforto. Fora da alusão, a realidade brasileira caracteriza-se com a mesma problemática no que concerne à intolerância religiosa que afesta principalmente a população afro-brasileira. À luz dessa ótica, observa-se dois fatores que atuam como alicerces no impasse, a saber: a falta de conhecimento e a carência de debate
Sob esse viés, entende-se que a ignorância potencializa esse quadro adverso. Nesse sentido, Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa do problema: se as pessoas não são instruidas sobre a pluraridade de creças e conscientizadas, a sua visão será limitada, perpetuando preoconceitos e falsos esteriótipos, a exemplo da nomenclatura “macumba” dada as religiões de matriz africanas de forma pejorativa.
Ademais, a falta de debate também precisa ser superada. Em vista disso, Habermas traz uma contribuição relevante ao defender que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Desse modo, para que um problema como a intolerância religiosa seja resolvido, faz-se necessário debater sobre. Entretanto, percebe-se uma lacuna no que se refere a essa questão, que ainda é muito silenciada, em um país onde é tido como errado o debate a cerca das religiões que
transparece uma inata dificuldade de estabelecer um diálogo respeitoso por parte dos brasileiros. Assim, trazer à pauta esse tema e debatê-lo amplamente aumentaria a chance de atuação.
Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário caótico. Torna-se imperativo, portanto, que o Ministério da Cultura em parceria com o Ministério da Educação, desenvolva uma campanha publicitária para favorecer o respeito e romper com o preconceito religioso. Isso se dará por meio de vídeos educativos distribuídos atráves das redes sociais, a fim de conscientizar a população sobre a vultosidade da liberdade de credo e as consequências criminais de violar esse direito, por consequência, espera-se trazer o respeito e por fim a intolerância religiosa.