ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

Enviada em 21/10/2022

A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º, o direito de se manifestar livremente a sua religião como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a intolerância religiosa no Brasil, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante disso, é fundamental a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar o preconceito religioso no Brasil é fruto do nosso cotidiano. Segundo o filósofo Rousseu, o homem é produto do seu meio, tudo que acontece ao nosso redor, nos influência. Antes do descobrimento do Brasil, os indígenas já tinham suas crensas, mas com a chegada dos portugueses, essas crensas foram subjugadas, e impostas a uma nova religião, a Católica. Dessa forma, nota-se que esse fato histórico ainda colaboram na nossa sociedade, no qual o cristianismo é tratada como a religião oficial do país, enquanto as outras são subjugadas.

Ademais, essas ideias preconceituosas ainda são inerentes a nossa sociedade, constituindo um entrave para o progresso da nação como um todo. Este quadro fica evidente ao serem apresentado dados disponibilizados pelo UOL: no período de 2011 a 2014, mais de 200 denúncias foram feitas no Brasil. É no mínimo incoerente que, em pleno século XIX, o século pautado por ideiais de igualdade e liberdade, esse cenário continue a perdurar. Logo, é necessário que esse cenário seja revertido.

Portanto, é imprescindível medidas governamentais para a solução desse problema. Enfim, cabe ao Governo, por intermédio do Ministério da Educação, conscientizar a população por meio de palestras e atividades lúdicas em escolas e em locais públicos, sobre o respeito que se deve ter com outras religiões, a fim de reduzir a intolerância religiosa no país. Assim, se consolidará uma sociedade mais justa e igual, onde todos poderão exercer o direito de manisfestar livremente a sua religião.