ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

Enviada em 10/11/2022

Segundo o sociólogo francês Émile Durkheim, os acontecimentos na sociedade podem ser divididos em fatos sociais normais e patológicos, sendo estes últimos problemáticos e capazes de romper o tecido social. Tendo isso em vista, nota-se que a intolerância religiosa no Brasil é uma patologia, logo há a necessidade de desenvolver caminhos para seu combate. Para tanto é necessário atacar as causas desse problema, que se dá devido ao preconceito de parte da população e devido à falta de representatividade de certas religiões.

Nessa perspectiva, essa intempérie é intensificada pelo preconceito. A cerca disso, o filósofo francês Voltaire afirma que “preconceito é opinião sem conhecimento”. Dessa maneira, é notório que muito da discriminação contra certas religiões provém dessa carência do saber, por exemplo muitas crenças de matriz africana são atacadas pois são vistas como “satanismo” e toda a heterogeneidade é desconsiderada. Dessa forma se a população conhecesse de fato tais cultos ia notar que essa noção de “satanismo” sequer existe para muitas religiões africanas.

Ademais, tal problemática também ocorre por conta da falta de representatividade. Nessa perspectiva, a escritora indiana “Rupi Kaur” afirma que “representatividade é vital”. A carência desse fator faz com que muitos crimes cometidos contra crenças sejam ignorados pela população e que os anseios e problemas dos fiéis não sejam reconhecidos como legítimos, o que pode ser demonstrado pela continuidade de violência contra crentes eles mesmo isso sendo considerado crime na Constituição.

Portanto, é necessário que o Ministério da Educação, órgão responsável pelas políticas educacionais do Brasil, fomente o conhecimento das diferentes crenças pelo território nacional por meio do desenvolvimento de programas, os quais devem instaurar atividades extracurriculares sobre a cultura brasilera nas escolas a fim de disseminar a tolerância aos jovens. Ademais, organizações não governamentais e pessoas influentes podem divulgar os números exorbitantes da intolerância no Brasil, especialmente das a respeito do ataque a religiões de minorias, por meio das redes sociais a fim de ampliar a representatividade de tais crenças no país.