ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 11/07/2023
Desde a chegada dos portugueses ao Brasil, o cristianismo foi agressivamente implantado na sociedade brasileira. Por consequência, a aversão a qualquer religião diferente foi muito reproduzido e pluralizado. De tal forma que, o racismo estrutural e o fanatismo religioso resultassem na famigerada intolerância religiosa.
Constantemente, se relaciona intolerância religiosa a violência que religiões de matrizes africanas sofrem. Isto se dá por que realmente são as afetadas por esse preconceito, especificamente 59% do casos, como afirma os dados do Mapa da Intolerância Religiosa. Além da desigualdade social que os muitos anos de escravidão deixaram na sociedade, a imagem de que negros e sua cultura são algo ruim e perverso também são esses frutos do racismo estrutural.
Similarmente, como algo que advém do passado nacional, o grande fanatismo que há sobre o Cristianismo também é problemático. A saber, constitucionalmente o Estado é laico, garantindo a equidade de tratamento entre todas as crenças religiosas, mas isto é só na teoria. Com “Deus seja louvado” estampado nas notas brasileiras, além da eleição de candidatos por motivação religiosa, o país claramente é dominado por uma massa cristã e elitista que motiva a abominação às religiões distintas.
Portanto, cabe ao Ministério dos Direitos Humanos em conjunto com a Promotoria Pública garantir a manifestação segura dos praticantes de diversas religiões no país e fiscalizar e punir os infratores dessa liberdade. Por meio do julgamento severo dessas infrações e o incentivo à liberdade de expressão religiosa na sociedade, afim de diminuir a intolerância religiosa no país.