ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 09/08/2023
Manoel de Barros, grande poeta pós-modernista, desenvolveu em suas obras uma “teologia do traste”, cuja principal característica reside em dar valor às situações frequentemente esquecidas ou ignoradas. Seguindo a lógica barrosiana, faz-se preciso, portanto, valorizar também a problemática da intolerância religiosa no Brasil, ainda que eles sejam estigmatizados por parte da sociedade. Nesse sentido, mitigar os males relativos a essa temática, é importante analisar a negligência estatal e a educação brasileira.
Primordialmente, é fulcral pontuar que a discriminação religiosa na realidade brasileira deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tal recorrência. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Diante disso, a legislação brasileira é ineficaz, visto que, embora aparente ser completa na teoria, muitas vezes, não se concretiza na prática, sendo perceptível pela forma como parte do governo costuma lidar com os caminhos para combater a intolerância religiosa.
Outrossim, é igualmente preciso apontar a educação, nos moldes predominantes no Brasil, como outro fator que contribui para a manutenção dos desafios para garantir a liberdade da crença religiosa. Para entender tal apontamento, é justo relembrar a obra “Pedagogia da Autonomia”, do patrono da educação brasileira, Paulo Freire, na medida em que ela destaca a importância das escolas em fomentar não só o conhecimento técnico-científico, mas também habilidades socioemocionais, como respeito e empatia. Sob essa ótica, pôde-se afirma que a maioria das instituições de ensino brasileira, uma vez que são conteudistas, não contribuem no combate ao estigma para combater a intolerância religiosa.
Em virtude dos fatos mencionados, medidas devem ser tomadas para modificar esse panorama. Logo, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com as secretarias municipais de educação, promover debates e palestras dentro das escolas, por meio de verbas governamentais, que expliquem a importância de todas as religiões na consolidação dos direitos e da representatividade da comunidade dentro da sociedade brasileira, para que crianças e adolescentes tornem-se futuros adultos conscientes da valorização te todas as crenças religiosas. Somente assim, a plena harmonia social será alcançada.