ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 20/01/2024
“Todos os seres humano nascem livres e iguais em dignidade e direitos”. Embora
o art.1 da declaração universal dos direitos humanos afirme a igualdade de direitos entre os cidadãos, inúmeros indivíduos são privados de manifestar suas crenças religiosas, vítimas da descriminação. Nesse contexto, observa-se um delicado problema que afeta drasticamente o bem-estar emocional desses indivíduos, que tem como causador a falha educacional e os conflitos históricos.
Em uma primeira análise, a falta de conhecimento é um desafio presente na problemática. A propagação de esteriótipos negativos sobre determinada religião afeta drasticamente a opinião dos que não tem compreensão para discernir o que seria real ou inventado. As religiões de origens africanas, por exemplo, são os principais alvos de tal intolerância, sendo taxadas como “demoníacas”.
Em paralelo, os conflitos históricos que envolveram diferentes religiões foi um fator preponderante para a ocorrência dessa problemática. Nelson Mandela explica que as pessoas são ensinadas a odiar o outro. Baseado nisso, as várias disputas por terras e recursos por pessoas de diferentes religiões no passado, teriam gerado uma tensão entre as religiões, além da inquisição espanhola e o holocausto que visavam eliminar os que seguiam outras crenças. Com esses acontecimentos, gerou-se a perspectiva de que, assim como um conflito possui apenas um vencedor, deveria existir apenas uma religião.
Portanto, é indispensável intervir sobre o problema. Para isso, cabe ao ministério da educação promover palestras, por meio de debates com educadores, a fim de conscientizar a população sobre liberdade religiosa e respeito. Tal ação pode, ainda, ser realizada e divulgada nas mídias sociais. Paralelamente, é preciso intervir sobre a perspectiva criada pelos conflitos passados, para igualizar os direitos. Assim como Nelson Mandela afirma que se aprende a odiar, também é possível ensinar a amar.