ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 26/06/2024
Segundo Albert Einstein, “insanidade é fazer sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes”. Partindo disso, observa-se como a sociedade diz prezar pelo avanço do respeito às pessoas pelas diferentes religiões. Porém, a prática distorce a teoria. Esse fator é evidenciado devido ao fanatismo religioso, além da precariedade na elaboração de leis que assegurem os direitos de todos.
Inicialmente, pode-se expor a dificuldade de aceitação nas diversas formas dos seres humanos expressarem suas crenças. Nesse mesmo aspecto, é analisado o Brasil, o qual é estabelecido como país laico na tentativa de demonstrar o conhecimento do pluralismo religioso. Dessarte, convém notar que ainda existem muitos indivíduos que não respeitam essa diversidade. Isso é demonstrado no filme “Deus não está morto”, em que um jovem é humilhado por expressar sua fé. Tal comentário explicita como a intolerância está presente no dia a dia.
Outrossim, vale ressaltar como a negligência com a elaboração de leis afeta o povo brasileiro. De acordo com o artigo 5 da Constituição nacional, todos os cidadãos têm o direito de liberdade de expressão, incluindo a forma de propagação da fé. Entretanto, ainda possuem muitos casos de indivíduos que são agredidos por fazerem adoração a deuses e outras entidades particulares. No filme “O último homem”, essa afirmação é retratada. À vista disso, pode-se trazer essa realidade para o Brasil, na qual se nota como a Umbanda, religião com mesclagem brasileira e que possui mais de um deus como fundamento, sofre preconceito de pessoas, apenas pela forma de se expressar.
É evidente, portanto, a necessidade de medidas que solucionem os desafios impostos à tolerância religiosa. Em síntese, é imprescindível a colaboração do Ministério da Educação, por meio de reuniões e palestras, para promover o respeito à diversidade religiosa. Ademais, tal ato deve ocorrer explicando a origem e o significado singular da religião para cada pessoa. Dessa forma, progressivamente haverá maior respeito à diversidade, assim, os seres humanos poderão deixar de agir com agressividade ao diferente e entender o limite de cada ato, para os direitos de todos serem assegurados.