ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 23/10/2025
No livro “Quarto de despejo: o diário de uma favelada” de Carolina Maria de Jesus nos é narrado a vida de uma mulher catadora de lixo, moradora de perifeira em meados do século passado. O livro relata uma análise crítica da vida conturbada e os desafios da maternidade, e relacionando-o com a dualidade urbana, onde acabara de realizar-se o plano “50 anos em 5” de Juscelino Kubitschek, revelando seletividade com o avanço da cidade. Nas análises críticas, a autora conclui com a sistematização e enraização do racismo no Brasil.
Sob esse prisma, é extremamente relevante a música “Perpétuo” da banda mineira “Black Pantera”. Nela se relata as raízes negras do povo brasileiro, em linhas como “Todo mundo já foi preto um dia”. Quando os negros foram trazidos escravizados ao Brasil, resultando na escravização e racismo. Posteriormente, quando acabou a escravidão, se enviou os negros para favelas e morros, com projetos como o “Bota-Abaixo” no Rio de Janeiro, reforçando a sistematzação do preconceito por meio da exclusão social constituicionalizada e legal.
Há de se mencionar também a ideia de Meritocracia, desmentida pela filosofa
Djamila Ribeiro em seu livro “O que é lugar de fala” descreve o racismo estrutural por estar presente em todos os âmbitos da sociedade; da mesma forma, “A meritocracia é uma falácia quando não há igualdade de condições”. Desta forma, é de suma importância, ainda segundo ela, o combate ao racismo estrutural, por meio de cotas sociais, programas sociais e ações afirmativas num geral, que não são privilégios, e sim, reparação histórica.
Pode-se concluir, pa necessidade do combate ao racismo sistematizado no Brasil. Desta forma, cabe ao Estado e Poder Público reparar historicamente a população negra de diferentes formas, como ampliar programas sociais, ações afirmativas e cotas sociais por meio de remanejamento de gastos, além da ampliação da educação antirracista, abordando mais a história negra, reinos africanos e autores negros, pelo Ministério da Educação, dessa forma, ampliando a grade curricular do ensino básico brasileiro. Usando desses meios, podemos realizar uma reparação histórica para a população negra, que tanto vem sofrendo com o racismo estrutural e sistematizado, ampliando as oportunidades disponíveis.