ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 20/10/2025

O racismo é um problema histórico e estrutural no Brasil, que persiste mesmo após mais de um século da abolição da escravidão. A escritora brasileira Conceição Evaristo, em suas obras, retrata as consequências sociais da exclusão racial, revelando como a população negra ainda enfrenta desigualdades cotidianas. Diante disso, combater o racismo exige considerar a educação e a atuação das instituições públicas como ferramentas essenciais para promover a igualdade racial.

Em primeiro lugar, a educação representa um pilar fundamental na luta contra o preconceito. A aplicação da Lei 10.639/03, que determina o ensino da história e cultura afro-brasileira nas escolas, ainda é falha, o que contribui para a manutenção de estereótipos e o apagamento da história negra. Como afirma Evaristo, “nossos passos vêm de longe”, e reconhecer essa ancestralidade é essencial para combater a discriminação desde cedo, por meio da implementação de currículos mais inclusivos e da capacitação adequada dos professores.

Além disso, é imprescindível que o poder público desenvolva políticas afirmativas e ações de conscientização. No Brasil, a população negra enfrenta maiores dificuldades de acesso ao mercado de trabalho e é a principal vítima da violência policial, o que evidencia a urgência de medidas eficazes. Por isso, o governo federal, em parceria com o Ministério da Igualdade Racial, deve ampliar programas de inclusão social e promover campanhas permanentes contra o racismo, atuando também em conjunto com o setor privado e a sociedade civil.

Portanto, para enfrentar o racismo, é fundamental que o Ministério da Educação assegure a aplicação efetiva da Lei 10.639/03 e invista na formação continuada dos educadores em temas antirracistas. Paralelamente, o Ministério da Igualdade Racial deve fortalecer as políticas públicas de combate à discriminação e ampliar canais acessíveis para denúncias de crimes raciais. Somente por meio de ações integradas, permanentes e coordenadas será possível construir uma sociedade verdadeiramente igualitária e livre do preconceito.