ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 23/10/2025
De acordo com a estrofe principal e refrão da canção “A carne” da cantora e compositora brasileira Elza Soares, “a carne mais barata do mercado é a carne negra”. Sob esse prisma, é viável relacioná-lo diretamente ao estigma que ainda prevalece à pessoas pretas no Brasil, de modo que a hodierna sociedade permanece apresentando casos de injúria racial no cotidiano, e que tais crimes, combatidos pela lei 7.716 de 1989, continuam acontecendo. Nesse viés, torna-se necessária a reflexão sobre os fatores que agravam esse preconceito: sua corelação com a desigualdade e a discriminação pública e social.
Sob essa perspectiva, apesar da inserção de políticas públicas que visem dar mais oportunidades a todos, o negro ainda compõe a taxa mais elevada de analfabetismo e subemprego no país. De tal modo, a representatividade dessas pessoas também é afetada pelo racismo recreativo em redes sociais e pela ausência de cidadãos negros e pardos em cargos públicos relevantes, reforçando desigualdades históricas. Dessa maneira, são naturalizadas atitudes racistas que provêm da falta de ensino e falta de visibilidade geral.
A partir disso, o advogado africano Nelson Mandela aponta que “Ninguém nasce odiando, para ser racista é preciso ter o aprendizado do ódio”. Em vista disso, tal discurso se conecta com a necessidade do país em oferecer ensino público e antirracista adequado, em que a educação se mostra escassa sobre a cultura afro-brasileira e reforça o pensamento estigmatizado em torno desse grupo. Em decorrência disso, conclui-se que a negligência governamental sob esse fator desencadeia no apagamento dessas pessoas da sociedade e vulnerabiliza sua ascenção e conscientização de escolas e espaços populares.
Cabe, portanto, apontar que os principais desafios a serem tratados no Brasil incluem a falta de políticas de inclusão e desigualdade racial. Dessa maneira, o governo federal, em conjunto com o Ministério da Educação, possuem papel fundamental em promover a temática no âmbito educacional, a fim de instruir educandos no ensino consciente e auxiliar por meio de campanhas de conscientização social pela mídia no combate a discriminação. Essas e outras medidas contribuem para a construção de um país mais igualitário e empático.