ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 21/10/2025
Conforme estudos realizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o racismo ainda se manifesta de forma estrutural na sociedade brasileira, atingindo diretamente as oportunidades e a qualidade de vida da população negra. Nesse contexto, observa-se que a herança escravocrata e a ausência de políticas públicas eficazes contribuem para a manutenção das desigualdades raciais. Todavia, a omissão estatal e a falta de conscientização social intensificam esse quadro de injustiça histórica. Logo, faz-se imperiosa a adoção de medidas que promovam a equidade racial e combatam efetivamente o racismo no Brasil.
Sob essa perspectiva, é crucial que a escassez de debates acerca da importância do enfrentamento ao racismo seja superada. A esse respeito, a cantora IZA destaca a necessidade de dar visibilidade à população negra e valorizar suas narrativas, evidenciando que representatividade também é uma forma de resistência. Entretanto, o panorama nacional destoa do pensamento da artista, já que, apesar dos avanços midiáticos, o preconceito racial ainda é naturalizado em escolas, ambientes de trabalho e redes sociais, perpetuando estereótipos e desigualdades.
Outrossim, vale ressaltar de que maneira a negligência estatal fomenta a perpetuação do racismo no Brasil. A partir disso, o sociólogo polonês Zygmunt Bauman utiliza o termo “Instituição Zumbi” para simbolizar as entidades que existem, mas não cumprem plenamente sua função social. Prova disso é a carência de políticas educacionais e de inserção profissional voltadas à população negra. Por isso, a conduta governamental necessita ser reformulada para assegurar uma sociedade verdadeiramente justa e livre de discriminação racial.
Portanto, torna-se primordial combater o racismo estrutural que ainda permeia a sociedade brasileira. Dessa forma, o Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Igualdade Racial, deve implementar programas educacionais que abordem a história e a cultura afro-brasileira de forma contínua, por meio de campanhas midiáticas e projetos escolares, a fim de conscientizar a população e desconstruir preconceitos.Assim, a construção de um Brasil mais igualitário e livre de discriminação poderá, enfim, se concretizar.