ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 21/10/2025

No filme “Pantera Negra” (2018), é mostrada uma realidade autônoma e tecnologicamente desenvolvida da África, algo visto como impossível por muitos devido a pensamentos retrógrados que ainda associam o continente ao atraso e à incapacidade. Essa percepção, fruto do preconceito implícito e explícito presente na sociedade brasileira, é alimentada tanto pela falta de conhecimento quanto pela influência midiática, que frequentemente retrata os povos africanos de forma inferiorizada. Além disso, a ausência de conteúdos escolares voltados à história e à cultura africana contribui para a manutenção desses estereótipos. Diante desse cenário, torna-se essencial discutir caminhos para combater o racismo no Brasil e promover a valorização da diversidade cultural no país.

Em primeiro plano, é notório perceber que o preconceito gerado pela sociedade brasileira é uma ameaça à justiça, como já dizia Martin Luther King Jr. “A injustiça em qualquer lugar é uma ameaça à justiça em todo lugar.” Nesta frase, é perceptível que a falta da justiça entre todos em uma comunidade, pode ser motivo para não haver justiça entre todos de forma homogênea, desta forma, essa ideia muito influenciada pelas redes midiáticas, tenta trazer a ideia de que todo o continente africano é incapaz de evoluir e necessitando da ajuda estrangeira para o desenvolvimento. Tal entendimento quando levado para outros contextos, faz com que todo povo negro proveniente da África seja colocado como inferior aos demais.

Nesse sentido, a falta de conhecimentos adquiridos nas escolas é um dos principais fatores para a carência de entendimento sobre o povo africano, que, historicamente, é uma sociedade autônoma e de grande desenvolvimento cultural e tecnológico. Desta forma, a escassez de matérias escolares em ensinos fundamental e médio é um fator que corrobora a compreensão de que a comunidade africana é necessitada, influenciada por redes midiáticas.

Portanto, tal realidade é possível ser moldada, o Estado, por meio do Ministério da Educação, deve reestruturar os modelos estudantis e abranger mais a cultura, sociedade e economia do continente africano. E o Ministério da Cultura deverá, por meio de redes midiáticas, veicular mais matérias sobre a realidade africana e como é tratada hoje em dia, visando combater o racismo no Brasil.