ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 21/10/2025

O escritor e pensador Abdias do Nascimento, importante ativista do movimento negro brasileiro, afirmava que o racismo não é apenas uma atitude individual, mas uma estrutura que organiza a sociedade. No Brasil, mesmo após a abolição e avanços legais, ainda é possível observar práticas discriminatórias que afetam a população negra no acesso a oportunidades e reconhecimento. Essa problemática tem como origem principal dois fatores: o racismo estrutural, enraizado na história do país, e a falta de educação antirracista capaz de conscientizar a sociedade sobre essa realidade.

Nesta perspectiva, o racismo estrutural, que se manifesta nas instituições e nas desigualdades sociais. Segundo dados do IBGE (2022), pessoas negras representam a maioria entre os desempregados e também entre as vítimas de violência. Isso revela que o racismo não é um caso isolado, mas um sistema que limita condições de vida. Para enfrentar esse problema, é necessário fortalecer políticas públicas de inclusão, como programas de acesso à universidade e ao mercado de trabalho, além da fiscalização de práticas discriminatórias em espaços públicos e privados.

Paralelamente, a falta de educação antirracista nas escolas e na sociedade. Embora a Lei 10.639/03 exija o ensino da história e cultura afro-brasileira, muitos colégios não a aplicam de forma efetiva. Sem conhecimento, persistem estereótipos e atitudes preconceituosas. Para resolver, é fundamental investir na formação de professores, promover materiais pedagógicos adequados e ampliar projetos culturais que valorizem a identidade negra. A mídia também pode contribuir ao dar visibilidade positiva à população negra, combatendo discursos discriminatórios.

Portanto, os caminhos para combater o racismo no Brasil envolvem o enfrentamento do racismo estrutural e a promoção da educação antirracista. Para isso, o governo deve ampliar políticas de inclusão e fiscalização; as escolas precisam aplicar corretamente a legislação e incentivar o respeito à diversidade; e a mídia deve reforçar representações positivas. Assim, será possível construir uma sociedade mais justa, igualitária e consciente, em que todos tenham dignidade e oportunidades reais de participação social.