ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 21/10/2025

Desde o fim da escravidão, o Brasil ainda enfrenta dificuldades para garantir a igualdade racial. Embora o discurso da “democracia racial” tenha se popularizado, a população negra segue sofrendo com exclusão e desigualdade. Como afirma Darcy Ribeiro, o país falhou em integrar o negro como cidadão pleno. Mesmo com leis como a Lei nº 7.716/1989, que criminaliza o racismo, ainda há distância entre a norma e a prática. Diante disso, torna-se essencial refletir sobre os caminhos para combater o racismo no Brasil e promover uma sociedade mais justa.

O racismo brasileiro é estrutural, isto é, faz parte das instituições e do cotidiano social. Segundo o IBGE (2022), pessoas negras compõem a maioria das vítimas de homicídio e dos que vivem em situação de pobreza. Essa desigualdade é reflexo de séculos de exclusão social e da ausência de políticas públicas eficazes. Além disso, a pouca representatividade nos meios de comunicação e nos espaços de poder reforça estereótipos e limita o acesso à mobilidade social.

Nesse cenário, as ações afirmativas representam um avanço. O Supremo Tribunal Federal (2012) e a SEPPIR reconhecem as cotas raciais em universidades e concursos como medidas legítimas para corrigir desigualdades históricas. Da mesma forma, a Lei nº 10.639/2003, que torna obrigatório o ensino da cultura afro-brasileira, contribui para a valorização da identidade negra e combate ao preconceito. Contudo, essas ações precisam ser fortalecidas e acompanhadas por políticas permanentes de inclusão e conscientização.

Portanto, o enfrentamento do racismo no Brasil requer ação conjunta entre governo e sociedade. O Estado deve garantir o cumprimento das leis e ampliar programas de igualdade racial. As escolas devem promover educação antirracista e os meios de comunicação, divulgar narrativas que valorizem a diversidade. Além disso, campanhas de conscientização podem incentivar atitudes empáticas e inclusivas. Assim, será possível construir um país verdadeiramente democrático, onde a cor da pele não determine oportunidades, mas sim a dignidade humana prevaleça.