ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 24/10/2025

A persistência do racismo no Brasil revela um problema estrutural que ultrapassa séculos de desigualdade. Mesmo após a abolição da escravidão em 1888, a população negra permaneceu marginalizada, enfrentando barreiras no acesso à educação, ao emprego e à representatividade. É necessário compreender que o racismo não é apenas individual, mas um fenômeno histórico que exige ações concretas do Estado e da sociedade.

O racismo brasileiro é estrutural, enraizado nas instituições e nas práticas cotidianas. Segundo o filósofo Silvio Almeida, ele organiza as relações sociais, determinando quem tem mais ou menos acesso a oportunidades. No mercado de trabalho, a população negra ocupa cargos de menor prestígio e enfrenta maiores índices de desemprego. Essa desigualdade é herança do passado escravocrata e da falta de políticas públicas de reparação.

O combate ao racismo depende também da transformação cultural e educacional. A educação antirracista, prevista na Lei 10.639/2003, que obriga o ensino da história e cultura afro-brasileira, é essencial, mas ainda pouco aplicada. A ausência desse ensino reforça estereótipos e limita a valorização da diversidade. A mídia e as redes sociais devem promover representações positivas da população negra e combater preconceitos.

Portanto, o Ministério da Educação, junto às secretarias estaduais e municipais, deve garantir a aplicação da Lei 10.639/2003 com formação docente e materiais adequados. As plataformas de mídia precisam divulgar campanhas sobre igualdade racial, destacando personalidades negras e suas contribuições. Assim, será possível construir uma sociedade mais justa, plural e igualitária.