ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 23/10/2025
A Constituição Federal de 1988 garante a igualdade de todos perante a lei, sem distinção de cor, raça ou origem. No entanto, apesar dessa garantia constitucional, tal direito não é plenamente efetivado, visto os desafios enfrentados para combater o racismo estrutural no território verde-amarelo. Desse modo, torna-se fundamental pontuar a negligência governamental e a falha educacional como fatores que perpetuam essa problemática social.
Em primeira análise, destaca-se o descaso governamental como fator que con-tribui para a perpetuação do racismo no Brasil. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população negra ainda representa a maioria entre os desempregados e pessoas em situação de vulnerabilidade. Nesse sentido, evidencia-se a omissão estatal e a ausência de políticas públicas eficazes voltadas à promoção da igualdade racial, o que permite que as desigualdades históricas per-sistam. Dessa maneira, torna-se imprescindível que sejam adotadas medidas capa-zes de sanar esse entrave e garantir a efetivação dos direitos previstos na Constituição.
Outrossim, é relevante ressaltar que a ineficácia educacional representa outro desafio que contribui para tal problemática. De acordo com Immanuel Kant, “o ser humano é aquilo que a educação faz dele”. Nessa perspectiva filosófica, a falta de uma educação direcionada à valorização dos diferentes aspectos culturais colabora para a manutenção das desigualdades sociais e do racismo na sociedade brasileira. Afinal, sem um ensino eficiente não há a formação de cidadãos conscientes, capazes de respeitar e valorizar as diferenças humanas. Dessa forma, é essencial promover mudanças que eliminem essa problemática.
Portanto, tendo em vista tal conjuntura, cabe ao governo federal, juntamente com o Ministério da Educação, acabar com os desafios que dificultam o combate à discriminação racial no Brasil. Isso pode ocorrer por meio da implementação de políticas públicas, como o sistema de cotas raciais em universidades e no mercado de trabalho, bem como pela promoção de uma educação capaz de promover a valorização das diferentes culturas e raças, a fim de corrigir desigualdades históricas. Assim, será possível, efetivamente, combater o racismo.