ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 21/10/2025

No filme “O ódio que você semeia” conta a história de uma menina negra criada na periferia onde ela tem uma vida cercada de violência, pobreza e opressão e tenta fugir dessa realidade se mudando para um bairro predominantemente de pessoas brancas, porém ela se depara com outra advercidade, o racismo. A trama contém uma linha tênue entre a ficção e a realidade vivida por centenas de pessoas negras, onde elas vivem cercadas de problemas socioeconômicos. Nesse sentido, é imperativo analisar e propor soluções para dois desafios centrais: a negativa histórica de oportunidades equitativas e a brutalidade do racismo institucional nas forças de segurança.

Sob tal ótica, a análise do sociólogo Florestan Fernandes sobre a “revolução burguesa incompleta” torna-se fundamental: a Abolição da Escravatura, em 1888, não foi acompanhada de políticas de reparação ou de inclusão social, lançando os ex-escravizados à própria sorte e resultando na marginalização da população negra nas periferias. Esse acontecimento histórico pode explicar a vulnerabilidade dessa população, tendo os piores índices de renda, empregabilidade e escolaridade, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa disparidade, reflexo da negativa sistemática de oportunidades, perpetua um ciclo vicioso que afasta a juventude negra dos centros de poder e desenvolvimento.

Ademais, o racismo institucional se manifesta na segurança pública através da violência policial seletiva, ecoando o drama do filme citado anteriormente. Estatísticas mostram que a maioria das vítimas de repressão policial é negra, provando que o sistema de justiça trata o corpo negro como ameaça. Essa repressão seletiva impede o pleno exercício da cidadania e da vida, sendo um pilar de manutenção da desigualdade.

Portanto, para mitigar a desigualdade, o Ministério da Educação (MEC) deve ampliar ações afirmativas, destinando mais recursos para bolsas de permanência estudantil, a fim de garantir a ascensão social. Paralelamente, para coibir a violência, o Ministério da Justiça e Segurança Pública deve promover a reeducação de seus quadros, por meio de formação antirracista contínua para policiais, com o objetivo de reduzir a seletividade e assegurar o direito à vida de todos.