ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 22/10/2025
No Brasil, grandes empresas e latifúndios hodiernos são resultado do longo período escravocrata que existiu, originando assim as desigualdades baseadas nas diferenças de gênero, raça e etnia. Com base nisso, o racismo tornou-se estrutural, fazendo parte do cotidiano brasileiro e disfarçando o preconceito em uma suposta “liberdade de expressão”, sem que haja medidas governamentais e sociais em prol dessa pauta.
Sob esse prisma, cabe ressaltar a falta de políticas públicas eficientes e o desinteresse político em erradicar a proliferação de pensamentos e ideologias raciais ultrapassadas. No filme “Corra!”, é retratada a vida de um jovem negro que é assolado pela objetificação com base na cor de sua pele, encontrando-se em uma situação de vida ou morte. Apesar de ser uma produção internacional, essa realidade não é surpreendente para um jovem negro brasileiro. Diante desse cenário, evidencia-se a falta de compromisso governamental, visto que, todos os dias, dezenas de jovens entre 17 e 24 anos morrem no Brasil, em sua maioria, vindos das zonas periféricas, as mais desamparadas pelo Estado.
Outrossim, destacam-se os desafios para combater as manipulações midiáticas somadas aos valores racistas presentes na sociedade. Lamentavelmente, a era digital trouxe consigo os algoritmos, que viciam cada vez mais os usuários a consumirem apenas o que lhes interessa. A problemática nisso está justamente nos interesses dessas pessoas, principalmente daquelas com pensamentos racistas e preconceituosos. Diante disso, as mídias sociais permitem que indivíduos vulneráveis sejam influenciados por outros, que utilizam o conhecimento digital para divulgar atos maliciosos, promovendo ainda mais a exclusão social de determinadas raças e etnias dentro de certas “bolhas sociais”.