ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 22/10/2025
De acordo com a Constituição Federal de 1988, todos os cidadãos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. No entanto, a realidade brasileira revela que o racismo ainda é um problema que perpetua a desigualdade histórica e limita oportunidades para milhões de pessoas negras. Dessa forma, é evidente que o combate ao racismo requer ações estruturais e culturais que ultrapassem o discurso e promovam uma verdadeira mudança social.
Além disso, a herança escravocrata do país contribui para a manutenção de práticas discriminatórias. Como retratado no livro Quarto de Despejo, de Carolina Maria de Jesus, a autora expõe, por meio de sua vivência, o abandono e o preconceito enfrentados pela população negra nas periferias urbanas. Assim, a narrativa evidencia como o racismo estrutural se manifesta na falta de acesso à educação, à moradia e à dignidade. Por conseguinte, observa-se que a desigualdade racial não é apenas resultado de atitudes individuais, mas também de um sistema que reproduz privilégios e exclusões desde o período colonial.
Nesse sentido, a ausência de representatividade também fortalece o preconceito. Como mostra o filme Pantera Negra, da Marvel Studios, a valorização da cultura e da identidade negra tem papel fundamental na construção do orgulho e da autoestima coletiva. Desse modo, a obra simboliza a importância de reconhecer a potência intelectual e artística da população negra, rompendo estereótipos que ainda predominam na mídia e na sociedade. Por conseguinte, é possível afirmar que o racismo se sustenta na invisibilização das contribuições negras para a formação cultural do país.
Portanto, diante da persistência do racismo no Brasil, medidas urgentes devem ser tomadas. Cabe ao Estado, em parceria com a sociedade civil, implementar políticas públicas que garantam igualdade racial, como o fortalecimento das leis antidiscriminatórias e o incentivo à educação antirracista nas escolas. Ademais, é essencial ampliar espaços de representatividade nas artes, na política e nos meios de comunicação, de modo a valorizar a diversidade que compõe a nação. Assim, o Brasil poderá, enfim, trilhar caminhos concretos rumo a uma sociedade mais justa, plural e verdadeiramente igualitária.