ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 24/10/2025

Em 1888, a princesa Isabel sancionou a Lei Áurea, que extinguiu oficialmente a escravidão no Brasil, pondo fim a mais de três séculos de exploração do povo negro. Contudo, a ausência de políticas de integração social manteve a população negra em situação de marginalização, perpetuando o racismo. No entanto, essa exclusão acontece pelo preconceito estrutural e a negligência governamental.

Em primeira análise, o preconceito estrutural é um obstáculo na luta por igualdade, mesmo após a assinatura da Lei Áurea, a população negra foi deixada à margem da sociedade, sem acesso à terra, à educação e a oportunidades de trabalho. Nesse sentido, o pensamento de Martin Luther King Jr. é relevante, pois o líder norte-americano defendia que “a injustiça em qualquer lugar é uma ameaça à justiça em todo lugar”, destacando a necessidade de ações coletivas contra sistemas de opressão.

Além disso, a negligência governamental é outro fator que dificulta o combate ao racismo. Embora existam leis, como a Lei nº 7.716, que criminaliza o preconceito de raça e cor, e políticas como as ações afirmativas, a falta de fiscalização, de investimento em educação antirracista e de campanhas de conscientização revela a ausência do poder público diante de uma questão estrutural. Desse modo, essa postura enfraquece os avanços na luta pela igualdade racial.

Portanto, é preciso de caminhos para combater o racismo no Brasil. Dessa forma, é dever do governo em parceria com as instituições de ensino e a mídia, promover campanhas educativas sobre igualdade racial, o respeito à diversidade e a valorização da cultura negra e implementar políticas públicas efetivas que ampliem o acesso da população negra a espaços de poder e representação.