ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 23/10/2025

No livro “Pele Negra, Máscaras Brancas” do autor Frantz Fanon, no qual ele analisa como o racismo desumaniza pessoas negras e defende a conscientização e a valorização da identidade negra como forma de libertação. Entretanto, no Brasil, as pessoas pretas, indígenas ou africanas ainda sofrem desse empecilho. Nesse sentido, para que haja igualdade e se combata a desigualdade, é necessário punir tanto aqueles que cometem atos racistas quanto aos que apoiam.

Em um primeiro momento, é necessário entender a relação entre a dinâmica social brasileira e o combate ao racismo. Para fundamentar essa ideia, a filósofa brasileira Djamila Ribeiro afirma que “Para resolver uma questão, é preciso tirá-la da invisibilidade”. Nesse sentido, o combate ao racismo depende do reconhecimento de que ele ainda é um problema presente na sociedade brasileira. Assim, a visibilidade das práticas discriminatórias e a discussão sobre o tema em espaços educacionais e midiáticos tornam-se passos fundamentais para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

Sob outra ótica, a compreensão acerca da importância da ancestralidade na formação da autoimagem e da noção de pertencimento de cada indivíduo é imperativa. Para isso, a filósofa brasileira Marilena Chauí defende a ideia de que, enquanto os animais são naturais, os humanos são culturais — ou seja, a cultura que cada pessoa está inserida compõe a essência desse ser. A partir disso, compreende-se que o silenciamento do racismo nega a uma grande parte do povo brasileiro a sua própria essência, o que constitui uma violência estrutural e resulta numa noção de não pertencimento generalizada e em uma autoimagem defasada. Frente a isso, o Estado deve agir em prol da promoção de manifestações culturais afro-brasileiras.

Portanto, cabe ao Estado, por meio de uma parceria entre o Ministério da Economia (ME) e o Ministério da Educação e da Cultura (MEC), desenvolver manifestações culturais afro-brasileiras nas escolas, como, por exemplo, peças teatrais e festivais de dança, música e arte, assim como investir financeiramente na promoção de artistas e escritores que têm suas carreiras elacionadas ao racismo. Por fim, essas ações serão responsáveis por impedir essa discriminação no Brasil.