ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 24/10/2025

Segundo o poeta Carlos Drummond de Andrade: “No meio do caminho tinha uma pedra, uma pedra no meio do caminho”. Os versos deste poema podem exemplificar, na atualidade, os perigos do racismo presente na sociedade e como pode-se afetar grande parte da população. Com efeito, há de se combater não somente a omissão do Estado e o individualismo.

Diante desse cenário, para o político Italiano Norberto Bobbio em sua obra: “O dicionário da Política”, aborda-se os direitos humanos, a política e a função do Estado. Para ele, todo ser humano deve ter seus direitos garantidos e o Estado deve exercer as leis não só teoricamente, mas na prática. Entretanto, a injúria racial é vista na sociedade brasileira desde as suas raízes no período da colonização e escravidão iniciada no século XVI, a supremacia branca colocada pelos europeus impôs as pessoas negras limitação de oportunidades, pobreza e exclusão. De modo similar Carolina Maria de Jesus em sua obra: “Quarto de despejo”, retrata como foi a sua realidade mediante á essas dificuldades. Dessa forma, o Governo se coloca como hipócrita ao criar leis contra o racismo mas não tornando-as eficazes verdadeiramente, dificultando o estilo de vida desses cidadãos.

Outrossim, o político sul-africano Nelson Mandela combateu ao individualismo incentivando a participação de todos os seres humanos. Contudo, para que a ideia do Ativista possa tornar-se realidade, é papel do Governo fortalecer a o Artigo 5º da Constituição Brasileira, assegurando que qualquer indivíduo é igual perante a lei sem distinção, análogo a essa ideia Immanuel Kant, Filósofo Alemão defendia o direito natural, a liberdade como direito inato para todos sem distinção de natureza.

Portanto, cabe ao Estado fortalecer seus artigos que defendem uma parcela da população muita das vezes marginalizadas e consideradas inferiores, fiscalizando multas contra qualquer tipo de ofensa a fim de que o problema social erradique-se.