ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 23/10/2025
A persistência do racismo no Brasil, mesmo após mais de um século da abolição da escravidão, mostra que a igualdade racial ainda é um desafio. A herança escravocrata, a falta de políticas públicas eficazes e a naturalização de práticas discriminatórias mantêm as desigualdades. Assim, combater o racismo exige não apenas punições legais, mas uma transformação profunda nas estruturas sociais e culturais do país.
A formação histórica brasileira explica parte dessa realidade. Durante mais de trezentos anos, o trabalho escravo sustentou a economia, criando uma mentalidade de inferiorização do negro. Após a abolição, o Estado não ofereceu suporte à população liberta, perpetuando a exclusão social e econômica. Como afirmou Gilberto Freyre, a ideia de “democracia racial” mascarou o preconceito, fazendo parecer que o racismo não existia, quando ele se manteve de forma velada e estrutural.
A mídia e a educação também influenciam na perpetuação ou no combate ao racismo. A representação estereotipada de pessoas negras na televisão reforça padrões preconceituosos, enquanto as escolas ainda negligenciam a cultura afro-brasileira, mesmo com a Lei nº 10.639/2003. Essa ausência impede que os jovens compreendam a importância da diversidade e das contribuições africanas para o país.
Portanto, é essencial que o Estado e a sociedade civil promovam ações efetivas contra o racismo. O Ministério da Educação deve garantir a aplicação da Lei nº 10.639/2003 e preparar professores para trabalhar o tema em sala. As emissoras de TV e plataformas digitais, supervisionadas pelo Ministério da Cultura, precisam valorizar a representatividade negra. Além disso, campanhas públicas de conscientização devem estimular o respeito e a empatia. Só assim será possível construir um Brasil verdadeiramente igualitário, no qual a cor da pele não defina oportunidades.