ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 24/10/2025
O filme “Pantera Negra” (2018), dirigido por Ryan Coogler, tornou-se um símbolo global da valorização da identidade negra e da luta contra a opressão racial. Entretanto, no Brasil, um país de maioria negra, o racismo ainda se manifesta de forma estrutural, sustentando desigualdades e exclusões históricas. Nesse sentido, é urgente discutir os desafios que dificultam a superação do preconceito, como a desigualdade socioeconômica e a ausência de uma educação antirracista eficaz.
Nesse cenário, o racismo no Brasil está profundamente ligado à desigualdade social. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (2022), as pessoas negras recebem, em média, 40% menos que pessoas brancas e ocupam apenas 30% dos cargos de liderança, evidenciando o caráter estrutural da discriminação no país. Essa disparidade limita o acesso da população negra a oportunidades de ascensão social, perpetuando um ciclo de exclusão. Dessa forma, políticas públicas que promovam inclusão profissional e reparação histórica são indispensáveis para reduzir tais desigualdades e promover equidade nas empresas.
Além disso, a falta de uma educação antirracista contribui para a manutenção do preconceito. O jurista, Silvio Almeida, explica que o racismo é estrutural porque se reproduz nas instituições e no cotidiano sem ser reconhecido. Assim, a ausência de debates sobre cultura afro-brasileira nas escolas reforça estereótipos e impede o desenvolvimento de uma consciência crítica. Nesse contexto, inserir conteúdos que valorizem a diversidade étnica e a história da população negra é fundamental para formar cidadãos mais empáticos e preparados para combater o preconceito, apontando a educação como uma via essencial para a transformação social.
Portanto, combater o racismo no Brasil exige tanto medidas institucionais, quanto mudanças culturais e estruturais. Para isso, o Ministério da Igualdade Racial, em parceria com o Ministério da Educação, deve implementar programas de formação docente e distribuição de materiais pedagógicos sobre a história e a cultura afro-brasileira, realizados por meio de palestras e cursos online e presenciais em escolas públicas e privadas. O objetivo é estimular uma educação inclusiva e consciente, pois, desse modo, será possível construir um país em que, como em “Pantera Negra”, a representatividade inspire igualdade e resistência.