ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 24/10/2025
“As grandes conquistas da humanidade foram obtidas conversando e as grandes falhas pela falta de diálogo.” A frase do físico britânico Stephen Hawking reflete a necessidade de debates e ações concretas diante de problemas sociais persistentes, como o racismo no Brasil. Apesar dos avanços legislativos, essa forma de discriminação ainda se manifesta nas relações cotidianas e limita o acesso a oportunidades. Diante disso, percebe-se que essa conjuntura é impulsionada pela omissão estatal e pela perpetuação de estereótipos discriminatórios.
Primeiramente, é imprescindível analisar que a persistência do racismo no Brasil deve-se, em grande parte, à omissão do Estado, visto que este não assegura de forma efetiva o direito à igualdade previsto no artigo 5º da Constituição Federal de 1988. A insuficiência de políticas públicas voltadas à valorização da diversidade e ao combate à discriminação contribui para a manutenção das desigualdades raciais no país. Exemplo disso é a ineficiência de programas educacionais que promovam a consciência antirracista, o que impede a desconstrução de preconceitos desde a infância. Dessa forma, a ausência de atuação estatal eficaz perpetua um ciclo de exclusão e injustiça social.
Ademais, é fundamental salientar que o racismo também é impulsionado pela perpetuação de estereótipos discriminatórios. No século XXI, ainda é comum a reprodução de preconceitos nas mídias, nas redes sociais e até em ambientes educacionais, o que reforça visões distorcidas sobre a população negra e dificulta a construção de diálogos igualitários. Assim, torna-se urgente combater essas práticas por meio da promoção de valores éticos e normativos que garantam o respeito e a empatia entre os cidadãos.
Diante dos argumentos apresentados, é necessário implementar medidas para amenizar essa problemática. Para isso, o Ministério da Educação, em parceria com o Ministério dos Direitos Humanos, deve promover políticas públicas voltadas à valorização da diversidade e à inclusão social, por meio de campanhas educativas e programas escolares antirracistas. ssa iniciativa deve ser financiada por verbas da União, oriundas do fundo orçamentário rotativo, com o intuito de reduzir a discriminação e fomentar o respeito mútuo.