ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 24/10/2025

O racismo no Brasil, enraizado em séculos de escravidão e segregação, ainda é uma barreira que impede a igualdade, como aponta Darcy Ribeiro (Texto I), ao mostrar o negro confinado ao subproletariado, enfrentando altos índices de analfabetismo, criminalidade e mortalidade. Em 2024, o Disque 100 registrou mais de 5,2 mil violações raciais, enquanto 85% da população preta relata discriminação (Datafolha), e 59% dos brasileiros veem a maioria como racista. Isso mostra que o sonho de uma “democracia racial” está longe de ser real, pedindo ações humanas e próximas, como leis mais firmes, ações afirmativas e educação antirracista para unir a sociedade de forma justa.

A Lei nº 7.716/1989 (Texto II), que pune preconceito racial, ganhou força com a Lei nº 14.532/2023, tornando racismo imprescritível, com penas de dois a cinco anos. O infográfico do Senado (Texto III) ajuda a entender a diferença entre racismo (ataques a grupos) e injúria racial (ofensas pessoais), mas o salto de 14.919 casos em 2023 para 18.923 em 2024, especialmente em estados como São Paulo, mostra que só leis não resolvem. Precisamos de mais fiscalização, treinamento para policiais e juízes, e campanhas como o Disque 100 para dar voz às vítimas. As ações afirmativas (Texto IV), aprovadas pelo STF em 2012, trazem cotas e oportunidades, e o “Mais Igualdade” (2025) apoia comunidades, enquanto a educação, incentivada por campanhas da ONU, pode mudar corações e mentes, já que 70% dos negros sentem preconceito diariamente.

Para enfrentar isso com empatia, sugiro que o Ministério da Educação, junto ao Ministério da Igualdade Racial e o Fundo Brasil de Direitos Humanos, crie um programa escolar de educação antirracista, com aulas sobre escravidão, racismo e diversidade, mais campanhas anuais que toquem as pessoas. Com a sociedade ajudando a monitorar e reduzir denúncias, esse plano pode, com respeito aos direitos humanos, promover inclusão e reparação, construindo uma democracia racial onde todos se sintam em casa.