ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 24/10/2025
A Lei Áurea, assinada pela Princesa Isabel e oficializada pela Lei nº 3.353 de 13 de maio de 1888, é a lei brasileira que aboliu a escravidão no país. No entanto, a desigualdade racial ainda persistiu, evidenciando que o racismo no Brasil é estrutural, e que luta pelos direitos das pessoas negras ainda é insuficiente. Diante disso, é necessário investir em educação antirracista e em políticas públicas eficazes para superar essa desigualdade.
Segundo a filósofa e professora norte-americana Angela Davis, não basta não ser racista, é preciso ser antirracista. Para que a sociedade compreenda essa urgência, a educação brasileira deve enfrentar o racismo desde cedo, rompendo com a invisibilização da população negra nos conteúdos escolares e valorizando sua cultura e suas contribuições. Isso inclui dar visibilidade ao Dia da Consciência Negra e a protagonistas históricos, como Zumbi dos Palmares, por meio de projetos pedagógicos que celebrem a cultura afro-brasileira. Dessa forma, é possível formar cidadãos mais conscientes, críticos e comprometidos com a equidade racial.
Além disso, investir em políticas públicas também é essencial para combater o racismo no Brasil. Nesse sentido, o poeta e ex-senador Abdias Nascimento defendia um abolicionismo contemporâneo, que busca reparar as desigualdades persistentes pós abolição da escravidão. A população negra ainda enfrenta dificuldades de acesso a empregos, segurança e representatividade política, o que demonstra a urgência de ações governamentais inclusivas, como a ampliação das cotas raciais e de programas de apoio à juventude negra.
Portanto, para que o racismo seja efetivamente combatido no Brasil, é fundamental que o Estado, em parceria com o Ministério da Educação, promova investimentos consistentes em uma educação antirracista, que valorize a diversidade, enfrente preconceitos e forme cidadãos comprometidos com a equidade racial, incluindo autores negros no currículo e incentivando debates sobre desigualdade racial. Ademais, também é necessário que o governo melhore a eficácia de políticas públicas de promoção de igualdade social, como o Estatuto da Igualdade Racial e as cotas, contribuindo, assim, para a construção de um Brasil mais justo e igualitário.