ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 24/10/2025
No Brasil contemporâneo, a persistência do racismo constitui uma violação grave dos direitos humanos, exigindo medidas urgentes para sua superação. Enraizado na formação histórica nacional, esse preconceito perpetua desigualdades e fragiliza o tecido social, demandando, portanto, ações coletivas e institucionais eficazes.
Em primeiro plano, a educação surge como pilar fundamental no combate à discriminação. Conforme preconiza Paulo Freire em “Pedagogia do Oprimido”, a educação libertadora é instrumento de transformação social. Implementar, de forma obrigatória, o ensino da história e cultura afro-brasileira, tal como determina a Lei 10.639, é essencial para desconstruir estereótipos e promover o reconhecimento da contribuição negra para o país, resgatando uma narrativa histórica frequentemente silenciada.
Paralelamente, é imperativo fortalecer os mecanismos de accountability e reparação. O Estado deve assegurar a rigorosa aplicação da Lei do Racismo (Lei 7.716/1988), com o aprimoramento da fiscalização e a celeridade processual. Ademais, a adoção de políticas afirmativas – como cotas raciais em universidades e concursos públicos – demonstra eficácia na promoção da equidade, conforme evidenciado pelo aumento da representatividade negra no ensino superior e em cargos de destaque, fomentando a justiça social.
Diante desse cenário, torna-se imprescindível a atuação conjunta do Estado, por meio de campanhas midiáticas de conscientização e da garantia de acesso à Justiça para vítimas, da escola, na promoção de um ambiente antirracista, e da família, na desnaturalização de preconceitos. Através dessas ações articuladas, será possível desmantelar as bases do racismo estrutural, pavimentando o caminho para uma sociedade verdadeiramente democrática e igualitária.