ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 25/10/2025

“Não se nasce racista, torna-se racista.” A frase do antropólogo francês Claude Lévi-Strauss evidencia que o preconceito racial é fruto de construções históricas e sociais que ainda persistem na sociedade brasileira. Mesmo após décadas da abolição da escravidão, o país ainda apresenta fortes desigualdades entre brancos e negros, reflexo de um racismo estrutural que atravessa gerações. Nesse sentido, é fundamental discutir os caminhos para combater o racismo no Brasil, considerando a falta de representatividade e a desigualdade social como fatores centrais do problema.

Em primeiro lugar, a baixa representatividade da população negra em espaços de poder e visibilidade contribui para a manutenção do preconceito. De acordo com o IBGE (2022), pessoas pretas e pardas correspondem a mais de 55% da população brasileira, mas ainda são minoria em cargos de liderança e na mídia. Essa disparidade reforça estereótipos e limita o reconhecimento da diversidade racial. A ausência de referências positivas e de oportunidades equitativas perpetua a exclusão e dificulta a construção de uma sociedade mais justa e plural.

Além disso, a desigualdade social é um dos pilares que sustenta o racismo no país. Dados do IBGE (2023) apontam que a renda média de pessoas brancas é quase o dobro da de pessoas negras, o que demonstra a herança de um sistema escravocrata e discriminatório. Essa diferença econômica se reflete também no acesso à educação, saúde e moradia, criando um ciclo de marginalização que mantém o racismo vivo no cotidiano. Portanto, é imprescindível promover políticas públicas que reduzam essas desigualdades e ampliem o acesso à cidadania plena.

Diante desse cenário, é necessário que o Ministério da Educação implemente programas educativos que abordem a história e a cultura afro-brasileira nas escolas, por meio de formações docentes e materiais didáticos inclusivos.