ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 24/10/2025
O ativista Nelson Mandela afirmava que “ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor da pele; as pessoas aprendem a odiar”. Essa frase evidencia que o racismo é uma construção histórica e social, ainda muito presente no Brasil. A herança escravocrata do país contribuiu para a persistência do racismo estrutural, que gera desigualdades sociais, e para a falta de representatividade negra em espaços de poder e na mídia, o que reforça preconceitos e limita oportunidades.
O racismo estrutural, primeira problemática, está presente nas instituições, nas relações de trabalho e até nas oportunidades educacionais. Mesmo após a abolição da escravidão, a população negra permaneceu marginalizada, com menor acesso a empregos formais e ensino de qualidade. Essa exclusão histórica perpetua o ciclo da desigualdade. Para enfrentar essa questão, é fundamental investir em políticas públicas de inclusão social, como cotas raciais no ensino superior e no mercado de trabalho, além de promover campanhas educativas que estimulem o respeito e valorizem a diversidade étnica desde a infância.
A segunda problemática é a escassa representatividade negra em posições de destaque, seja na política, na mídia ou em cargos de liderança. A ausência de figuras negras nesses espaços reforça estereótipos e dificulta a construção de referências positivas para as novas gerações. Uma forma eficaz de combater esse problema é incentivar a presença de pessoas negras em produções culturais, publicitárias e institucionais, além de apoiar projetos que visem à formação de lideranças negras. Dessa maneira, é possível construir uma sociedade mais plural, na qual todos se reconheçam e se sintam parte do mesmo espaço social.
Portanto, para combater o racismo no Brasil, é necessário agir de forma conjunta e contínua. O fortalecimento das políticas de inclusão, aliado à valorização da representatividade e à educação antirracista, são passos essenciais para desconstruir preconceitos enraizados. Somente com o compromisso coletivo entre Estado, escolas e sociedade civil será possível construir um país mais justo, onde a cor da pele não determine o destino de ninguém.