ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 25/10/2025
Na mitologia grega, Sísifo foi condenado pelos deuses a empurrar eternamente uma rocha montanha acima, apenas para vê-la rolar de volta todas as vezes, simbolizando o esforço constante diante de uma realidade imutável. Analogamente, esse preceito assemelha-se à luta cotidiana contra o racismo no Brasil, visto que, apesar dos avanços sociais e legais, o preconceito racial ainda se repete de forma estrutural e persistente. Dessa maneira, é evidente que a problemática se desenvolve não só devido à ineficiência das políticas públicas voltadas à equidade racial, mas também à reprodução cultural de estereótipos e práticas discriminatórias que perpetuam o ciclo da exclusão.
Diante desse cenário, a ausência de ações governamentais efetivas mostra-se como uma das principais promotoras do problema. De acordo com o filósofo iluminista John Locke, em sua obra “O Contrato Social”, o Estado existe para garantir os direitos fundamentais de todos os cidadãos, assegurando-lhes liberdade e igualdade. No entanto, no território brasileiro, percebe-se que o poder público, mesmo tendo como dever promover políticas que reduzam a desigualdade racial, não cumpre plenamente esse papel. Desse modo, é inadmissível que tal situação se perpetue, pois ela traz consequências gravíssimas, como a marginalização da população negra, o acesso desigual a oportunidades e a manutenção de uma sociedade hierarquizada pela cor da pele.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar o racismo no Brasil, necessita-se, urgentemente, que o Ministério da Educação direcione capital que, por intermédio das Secretarias Estaduais e Municipais, será revertido em programas educacionais que promovam o ensino da história e cultura afro-brasileira desde o ensino básico, através da formação continuada de professores, criação de materiais didáticos inclusivos e campanhas midiáticas nacionais de valorização da diversidade étnico-racial. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do racismo, e a coletividade alcançará uma sociedade mais igualitária, consciente e humanizada.