ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 08/09/2019
O Estado de Bem-estar social, proposto por John Maynard Keynes no século XX, garante a todos os indivíduos o direito à expressão étnica e cultural. Conquanto, no atual Brasil, o racismo é uma realidade vigente. Outrossim, a transgressão histórica direcionada aos indígenas e afrodescendentes, os tornam o principal alvo de discriminação. Logo, medidas são necessárias para reverter essa problemática.
Primordialmente, é notável que a formação brasileira foi baseada em uma transgressão aos indígenas e africanos, conforme o Sérgio Buarque de Holanda no livro “Raízes do Brasil”. Como exemplo, houve a catequização feita pelos jesuítas e a escravidão, que evidenciam a violência destinada a esses grupos. Por conseguinte, combater o racismo no Brasil é combater algo histórico.
Consequentemente, os índices de criminalidade e violência, tanto praticada quanto sentida, são mais elevadas em indígenas e afrodescendentes, de acordo com dados do IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Ou seja, além de sofrerem com a discriminação, também sentem a desigualdade social diariamente, o que fere ainda mais os seus direitos de Bem-estar.
Infere-se, portanto, que o MEC aliado ao Governo Federal, deve realizar campanhas midiáticas e escolares que expliquem os malefícios do racismo, além de criarem um projeto social para indígenas e afrodescendentes, onde seja debatido sobre desigualdade e inclusão social. Por meio de investimentos governamentais é possível. Assim, alcançar-se-á um real Estado Keynesiano.