ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 20/09/2019
O Embranquecimento populacional é uma ideologia do Brasil império, que incentivava a migração em massa de estrangeiros europeus como solução para o que eles chamavam “excesso de negros”. Pois, para a sociedade da época, a assimilação com os afrodescendentes era inconcebível devido a cultura que os desumanizava para legitimá-los como escravos. Consequência disso, o brasileiro do século XXI ainda tem dificuldade de lidar com igualdade os negros e pardos, o que faz casos de segregação ter recorrência. Logo, bases como a falta de conhecimento e o descaso do setor público sustentam a intolerância, sendo necessário corrigir esses pontos para combater o problema do racismo no Brasil. Primeiramente, é necessário compreender que o brasileiro camufla o problema, o que torna o racismo mais estrutural do que aparente. Segundo a revista Galileu, 96% dos entrevistados não se considera racista, o que reforça a ideia de como a segregação se apresenta de forma sútil, pois ninguém se declarará culpado de tal ato com medo de sofrer repressão. O que é consoante a ideia do filósofo Foucault, para ele os indivíduos vivem em um estado racional ausente de valores, pois a este não é ensinado a finalidade de suas ações, e sim a apenas ter medo de ser julgado pela sociedade. Portanto, para evitar que na ausência de coerção o indivíduo seja desrespeitoso e desse modo pratique atos de racismo, é importante o fazer compreender qual é a necessidade de promover o respeito.
Além disso, o Estado não cumpre o seu papel com eficácia ao promover a equidade, o que torna abismos sociais ainda mais profundos. Segundo Rousseau, o principal dever do estado é o de promover a igualdade. No entanto, as pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam que 78% das pessoas que estão entre os mais pobres no Brasil são negros o que prova a ineficácia das políticas públicas nesse âmbito, fazendo afrodescendentes ainda ser subjugados economicamente. Portanto, o Governo Federal deve cumprir a constituição e tornar a realidade entre negros e brancos mais igualitária.
Logo, lidar com a vertente individual é vital para solucionar este quadro. Portanto, os Ministérios da Educação e cidadania, dentro das escolas — ambiente ideal para trabalhar valores educativos —, deve promover o debate sobre o racismo estrutural, por intermédio do investimento em palestras socioeducativas voltada para pais, alunos e educadores, com conteúdo explicativo que desconstrua a imagem do negro como inferior. Com a finalidade de conscientizar os indivíduos, e fazer a questão ser discutida em sociedade. Para que assim o respeito não necessite de coerção para ser obtido no Brasil.