ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 03/10/2019

Mesmo após a lei Áurea-que proibiu a escravidão no Brasil em 1888-e diversas políticas afirmativas no país como cotas, para que se reestabelecesse uma maior democracia racial, o que acontece na prática, é outro cenário, que implica em preconceitos, principalmente, implícitos.Tal problemática persiste por causa da visão de que o negro é inferior por certa parte da população e também devido à associação de que se é negro é provavelmente criminoso também.

Em primeiro lugar, a visão de que o negro é inferior por certa parte da população, pode ser percebida, na medida em que, muitas vezes, se um negro é visto fazendo algum tipo de trabalho humilde como coletor de lixo, é considerado normal.Por outro lado, se um branco é visto no mesmo cenário, as pessoas acham um absurdo e compartilham em redes sociais, o que leva empresas a contratarem-na maioria das vezes-essas pessoas caucasianas para trabalharem em um serviço considerado"superior" na sociedade.

Outro aspecto que contribui para o preconceito racial é a associação de que as pessoas que praticam crimes são sempre as negras.É possível perceber este cenário, na medida em que, entre um branco e um negro caminhando na rua, quem será abordado pelo policial é- bastante provável- o negro.Tal fato, é ilustrado no filme “Olhos que condenam”, na medida em que um grupo de pessoas negras foi acusado de estupro e presa-mesmo sem provas suficientes-, o que, décadas depois causou uma indignação nas pessoas, pois descobriu-se que esse grupo era inocente.Tal quadro e o filme " Olhos que condenam" mostram que mudanças são necessárias.

Portanto, o Governo Federal deve, por meio de parceria com redes sociais, conscientizar a população sobre a importância da democracia racial, com o fito de coibir a mentalidade de que o negro é inferior.Outrossim, a Polícia Federal deve, mediante cursos especiais, orientar os policiais a abordarem igualmente as pessoas independente