ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 22/10/2019
O Brasil Colônia foi o período de subjugação do negro ante o Mercantilismo de Portugal, resultando no trabalho compulsório desse grupo. Tal barbárie é a causa da exclusão socioeconômica e, consequentemente, do racismo negro, que não é combatido pela falha governamental, e pela desvalorização da cultura afro-brasileira no Brasil.
Em primeiro lugar, é válido destacar o descumprimento da Constituição de 1988, que em seu artigo 5, prevê igualdade a todos brasileiros, independente de raça ou cor, lei que é negligenciada à comunidade negra pelo Estado. Esse panorama de descaso do governo teve início com a abolição da escravidão em 1888, ao introduzirem os ex-escravos em uma sociedade escravista, sendo inviável a sua ascensão econômica e social, colocando-os à margem da sociedade. Tal problemática se manteve inerte com a falta de efetivação de mecanismos de ressocialização, como, por exemplo, as ações afirmativas, que não conseguiram seu objetivo primário: acabar com a desigualdade entre negros e brancos. Dessa maneira, o Estado brasileiro mostra-se incapaz de excluir o racismo negro, desvirtuando-se do conceito do filósofo grego, Aristóteles, que vê o governo como um meio de promover à felicidade de todo cidadão.
Outrossim, a desvalorização cultural africana e a “americanização” social corrobora com o problema. Na expansão da lavoura de café, em São Paulo, os grandes agricultores incentivaram à vinda de imigrantes europeus, ou seja, de brancos, no intuito de clarear a pele da população. De maneira análoga, hoje, há a sobreposição da cultura americana sobre a afrodescendente, que é explicitada na falta de um idioma africano na grade escolar e pela utilização do inglês no ENEM, Exame nacional do Ensino Médio, principal prova do país. Dessa forma, a omissão da história negra acentua o racismo, pois seria fundamental para extermínio do preconceito, o conhecimento das raízes africanas.
Destarte, ao racismo infringir as Clausulas Pátrias, medidas devem ser tomadas. È fundamental a atuação do Ministério do Trabalho na inserção total do negro na IPEA -População Economicamente Ativa-, com a criação de um portal de denúncias para empresas e faculdades que não estejam cumprindo com o seu papel no projeto das ações afirmativas, para que seja corrigido as desigualdades existentes. Cabe ao Ministério da Educação, por sua vez, promover a cultura do povo negro no Brasil, com palestras e eventos que explicite para a sociedade a importância e os direitos que eles têm e,também, é necessário a adesão da matéria História da África nas escolas, com o intuito de conscientizar a respeito desse grupo fundamental na formação étnica do Brasil. Dessa forma, a premissa aristotélica se aplicará a todos cidadãos.